7.7.05

Opinião # 6 - "Todos pela Avenida dos Aliados"

por Beatriz Pacheco Pereira n' O Primeiro de Janeiro

«Esta semana falei com gente ligada à Camara Municipal do Porto, e todos me garantiram - quando chegarem as eleições, a transformação radical do pavimento da Avenida dos Aliados estará completa, ou seja, o processo parece já irreversível no ponto de vista da nossa autarquia.
Abri o PRIMEIRO DE JANEIRO de 5 de Julho, e parece que a Provedoria da Justiça se vai interessar pelo caso, devido à queixa de uma associação chamada Campo Aberto e de um tal Nuno Quental que não conheço mas que já aqui felicito. Ou seja, devido a uma queixa bem encaminhada, que exija o cumprimento de leis existentes, a 33/95 e a 107/2001, que incidem , a primeira, num DEBATE PÚBLICO para obras de grande envergadura e a outra, na CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO, temos alguma esperança de que as coisas se componham no sentido elementar do bom senso.
Contudo, uns minutos depois de ler o PRIMEIRO DE JANEIRO, recebi em casa a revista da Câmara Municipal do Porto (o último número , avisam eles, antes das eleições autárquicas…) e cuja capa me anuncia “UMA CIDADE COM RESPEITO PELA SUA HISTÓRIA” . Tudo se desfaz rapidamente. Na página 23, está uma fotografia da apresentação feita em Março e onde estão Souto Moura e Sisa Vieira, rodeando Rui Rio, e outra foto do PAVIMENTO. Vejamos. O pavimento, segundo a revista da CMP, é para “conferir uma maior uniformização a todo o espaço…” (Leia-se, mais um terreiro de granito para o Porto, depois da Praça dos Leões, da Praça dos Poveiros, da Praça D. João I, Praça da Batalha…)

(...)
APELO FINAL: Muita gente me tem manifestado a sua discordância quanto às alterações propostas para Avenida. Mas porque será que os Média estão tão calados, não há uma revolta popular como houve com o Coliseu, nem listas de milhares de assinaturas a dizer “A AVENIDA É NOSSA”, com as televisões a transmitirem em directo gente a dizer, daqui não arredo pé, e a impedirem este desaforo todo?
Ó GENTE DO PORTO, QUE É FEITO DA VOSSA ALMA?A Avenida dos Aliados, a nossa zona de passagem do lado oriental para o ocidental da cidade, também não será muito simpática para os nossos idosos, que gostariam de se sentar confortavelmente. Para além, claro, de questões meramente estéticas e de tradição cultural.»
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