16.11.07
15.11.07
Nos blogues
BASTA : «Desde Junho que a estátua do D.Pedro IV na Praça da Liberdade está assim! Basta!
Não se vê ninguém a trabalhar na alegada recuperação do monumento! Das três uma: ou a CMP não sabe o que se passa, nas suas barbas ou a empresa Openline é incompetente, ou o banco ali anunciado quer fazer cumprir o contrato publicitário! Para acabar com isto sugiro que paguem ao dito banco o que falta para o fim do contrato publicitário e retirem imediatamente os taipais da obra!
P.S. Já agora, se não o fizerem, pelo menos os serviços camarários vão lá com uma lata de tinta branca e pintem aquele graffiti...»
Lido n'A Baixa do Porto
26.10.07
"O gigantone dos Aliados"
No Público de 24.10.2007
«Há já mais de um ano que o Porto se viu privado da área verde e de calçada portuguesa naquela que é tida como a sua sala de visitas - a Avenida dos Aliados. Transformada que foi numa plataforma cinzenta, impessoal e fria - decerto belíssima em revistas de Arquitectura, ou não fosse ela assinada por Siza Vieira -, foi transmitida aos portuenses a ideia de que a aridez da reformulada avenida permitiria que o povo acorresse à mesma, às golfadas, aquando das grandes festividades da urbe; como, aliás, já ocorria apenas com manifestos danos para o relvado. Era então encontrada a higiénica solução para aglomerados na avenida!
Aos poucos, dois ou três envergonhados bancos de jardim foram plantados nos seus extremos e, a pouco e pouco, a população começou a fazer uso deles. Feia ou bonita, era atravessada diariamente por centenas de pessoas.
Eis senão quando a placa central da mesma se encontra intransitável, inusitadamente ocupada por um estaleiro gigante com o fim de construir uma igualmente agigantada árvore de Natal, visando tornar-se o megalómano vegetal metálico na mais alta árvore de Natal da Europa.
Não sei se é esperado um surto de turistas de toda a parte do mundo com o objectivo de mirar o mamarracho luminoso na época natalícia, mas o que me é dado ver é que o enorme esqueleto de metal já impede (e ainda vai a meio) a visualização do belo edifício da câmara, este sim, um símbolo da cidade e digno de visita nos roteiros culturais. O pouco espaço que sobra na placa encontra-se ocupado por uma barraca com o pomposo título "O Porto a Ler" que mais parece a liquidação total do fundo de catálogo da Editorial Caminho (sem desprimor para os escassos títulos que lá são vendidos).
Quando o estaleiro for retirado, a avenida estará irreconhecível, com um trambolho cuneiforme que há-de encantar gerações de europeus embasbacados. O bom gosto e o cuidado pelos ícones da Cultura impera. Sugiro que abaixo da arvorezinha se instale uma tenda de circo com palhaços e trapezistas!»
A ler: O impacte ambiental da maior árvore de Natal (metálica) da Europa...
24.10.07
"A avenida"
No JN de 24.10.2007
«O JN do passado domingo revelou um estudo, "encomendado pela SRU-Porto à empresa CB-Richard Ellis", em que a Avenida dos Aliados, conhecida "sala de visitas" do Porto, está excluída dos circuitos de procura comercial na Baixa, avançando, para o efeito, com medidas para a sua recuperação.
Entre elas, surge a proposta de modificar o seu perfil funcional e de desenho, fazendo regressar ao espaço central o verde dos canteiros e de mais arborização, características radicalmente alteradas no último e ainda recente arranjo.
É fácil concluir que o perfil funcional da avenida não se adequa à imagem intensa e atractiva que já teve e que as modificações introduzidas no seu desenho não ajudaram a tal recuperação, que é urgente operar num novo e moderno paradigma. Há dados novos e a ter em conta, a começar pelas acessibilidades do metro e da recuperada circulação de eléctricos, que não parecem ter ainda sido assimilados pelo interesse dos agentes económicos na instalação de novas actividades e do conjunto dos cidadãos na transformação dos seus hábitos de uso e desfrute de tão emblemático espaço central. Situações que se não alteram de um momento para o outro nem se induzem por exclusiva vontade dos planeadores, pois as receitas, quaisquer que sejam, serão sempre de complexa exequibilidade, pela quantidade de variáveis envolvidas e diversidade de agentes que nelas intervêm.
A mudança do perfil funcional de serviços, com as deslocalizações financeiras, de seguradoras e jornais e a redução drástica de funcionários, e a migração de estudantes para pólos universitários periféricos, associada ao envelhecimento e abandono de população residente, geraram vazios vivenciais que não voltarão a ser preenchidos nos mesmos moldes, daí poder dizer-se que estamos perante um novo paradigma, que envolve outros perfis de residentes e consumidores e uma nova mentalidade urbana. A frente de acção é múltipla e exige que sejam criadas condições novas de alojamento em simultâneo com a chamada de novas actividades e serviços, numa complementaridade de parcerias que podem ter como pivot os agentes públicos com os privados, com a Universidade e com os movimentos cooperativo e associativo, para os segmentos habitacional e cultural.
A avenida só se encherá de gente quando dispuser de actividades e serviços atractivos e dinamizadores e tal só acontecerá por mérito de maiores e melhores fluxos turísticos mas, sobretudo, pela geração de vida desencadeada pelos novos residentes dos quarteirões que a envolvem. E isto, como é visível, irá demorar anos, o que exige, da parte da Câmara, uma estratégia intercalar de substituição animadora, capaz de ir deixando as raízes daquilo que se pretende atingir a médio e longo prazo.
Não parece conveniente voltar a revolver os pavimentos do espaço central da avenida com mais obras que os cidadãos não tolerariam, pelo cansaço provocado pelas há pouco terminadas, devendo, quanto a isso, ser adoptadas medidas de simples execução destinadas a criar "canteiros e mais arborização de sombreamento" e resolver o problema do denominado "espelho de água", que não passa de uma suja e pouco atractiva piscina. Tal espaço central tem servido para tudo, numa desconexa e anárquica utilização funcional que em nada ajuda a requalificar o perfil estético e ambiental da avenida, como consequência também não constitui grande mais-valia no chamamento de pessoas ao centro.
Começar por aqui, por planear regras e disciplina e aplicá-las, de forma criativa na gestão urbana da zona, seria já um bom contributo que a Câmara poderia dar à cidade e incentivar os cidadãos a voltarem a gostar da sala de visitas da sua casa. Planeamento integrado do que se quer fazer a prazo, sim que tem de existir e depressa, mas sem esperar pelos seus eventuais resultados poderiam ser tomadas de imediato algumas medidas disciplinadoras de animação que não têm existido. Conclua-se agora a "maior árvore de Natal da Europa" e pense-se no que virá a seguir, no próximo ano, mesmo antes de lhe desmontar a estrutura agora montada. Seria já um bom e exemplar começo! »
Ler ~: "Arrogância Castigada... mas ainda não os arrogantes"
Etiquetas: Gomes Fernandes, Imprensa, Opinião
21.10.07
"Arrogância Castigada... mas ainda não os arrogantes"
A ler no PNED:«Quem acompanhou o combate de diversas associações e cidadãos contra a forma como se destruíram os jardins dos Aliados e a sua calçada portuguesa sabe com que arrogância, autoritarismo, desprezo e até chacota várias "autoridades" e "personalidades" se referiram a essas associações e cidadãos por mais do que uma vez, e como até, muitos meses depois, chegam a
invocar ofacto de uma juíza ter assinado a petição respectiva para porem em causa asua imparcialidade...Pois bem. Segundo o JN de hoje (julgo que a notícia está reduzida online sendo a edição em papel bem mais explícita), um estudo encomendado a uma firma de consultadoria britânica para ver se conseguem "animar" os Aliados, chegou à conclusão brilhante (devem ter lido o blogue que os "contestários"criaram na altura e outros documentos de idêntica proveniência...) de que é necessário criar zonas de sombra na Avenida e recantos de repouso bem como (e já que não existe agora solo teria que ser em floreiras...) canteiros floridos. Mas, claro, sob supervisão do "arquitecto".
Talvez, podemos nós imaginar, ele não ache agora "rodriguinhos" as tais floreiras e queira contribuir para "recuperar" os "aliados acabadinhos de recuperar"!
Belo puxão de orelhas à arrogância mas ainda não aos arrogantes, perante os quais, por enquanto, ainda continuam os salamaleques.
Saudações cordiais, JCM »
Aliados fora da rota das compras- no JN
Etiquetas: Imprensa
10.8.07
25.4.07
A ler- Ainda a Avenida dos Aliados
«Hoje fui à baixa, aproveitei para passar na Livraria Chaminé da Mota e ao descer a Avenida dos Aliados, reparo num detalhe curioso.
No meio daquele empredrado projectado pelo arquitecto Siza Vieira, umas precárias cadeiras, mais que precárias, pindéricas. Umas com mesa, outras sem mesa. Gostei especialmente do detalhe de cada uma ter uma espécie de cabo de bicicleta a prendê-las ao chão.
Mais abaixo, quatro bancos de jardim à antiga portuguesa — com encosto e essas piroseiras –, completamente desenquadrados do chão de Siza Vieira. Chão, que é ao que agora se resume a avenida, se exceptuarmos um tanque que para lá anda, de resto, seco.
Mas pasme-se, cadeirinhas e bancos, tudo ocupado ali no meio daquela desolação. Ainda não é tarde para o arquitecto Siza Vieira reconhecer que errou, a obra é fraca e que está na hora de entregar o projecto a quem está mais vocacionado para este tipo de intervenções. Gaste-se mais algum, mas recupere-se aquela praça para os portuenses e para as muitas pessoas que nos visitam. Como está é o retrato da decadência de uma cidade e uma região.
Ao chegar à Estação de S. Bento, há uma vista desimpedida para a avenida da ponte. Passeios de uma largura que mais do que pouco habituais, devem ser inéditos na cidade. Passeios com real capacidade para acolher árvores de grande porte. Nem uma. Não é difícil adivinhar qual é o arquitecto responsável por mais este projecto.
Siza Vieira é sem qualquer favor um dos melhores arquitectos do planeta, um dos meus preferidos, com obras notáveis espalhadas por todo o lado. É uma profunda desilusão constatar que nada percebe da cidade como espaço público, não entende as pessoas e muito menos o verde como elemento arquitectónico.
Esta predilecção dos autarcas por Siza Vieira e Souto de Moura configura apenas uma situação de falta de ideias, imaginação atrofiada, desresponsabilização política e de se tentarem posicionar num patamar que julgam acima de qualquer crítica.
São dos melhores do Mundo, mas a sua escola é do século XX, estão ultrapassados e não sabem projectar as cidades. Os resultados estão à vista.»
Ler comentários
8.4.07
Humor negro

«Já lá vai algum tempo, mas só agora é que reparei no slogan da Festa das Flores organizada pela CMP: "A Avenida dos Aliados é o jardim do Porto". Mas que espécie de humor negro é este? »
19.2.07
16.2.07
A ler
«(...)
Terá sido a nossa Avenida da Boavista uma influência para Soria y Mata?Independentemente da resposta a esta pergunta, o que me parece absolutamente lamentável é que, tendo a nossa estrutura urbana um elemento que pode ter sido inspirador para um momento marcante da história do urbanismo, tudo façamos para o destruir. Deixam-se demolir os velhos chalets, marca inextinguível de uma arquitectura de elite de final de XIX; termina-se com o eléctrico que, como vemos, está indelevelmente associado à génese da própria Avenida; e, para agravar ainda mais a situação, arrasam-se com as espécies arbóreas, num processo que vem de longe mas que atinge foros de verdadeiro insulto naquela pista de aterragem que lá fizeram, como tão bem ilustrou o Gabriel Silva, do Blasfémias.
Neste capítulo, como em tantos outros malogradamente (como no caso da Avenida dos Aliados), esta edilidade e este obtuso Presidente da Câmara demonstraram uma incompetência e uma insensibilidade assustadora, ao não respeitarem os legados urbanísticos do passado. Está na altura, como já se faz em tudo o que é país civilizado (e que, aliás, está base dos princípios do Porto - Património Mundial), de respeitar a herança urbanística de valor, tal como é suposto prezar a herança arquitectónica monumental.
(...)»
22.1.07
A ler- Folha Paroquial
(Até pensei que tinha sido poupada, pois na minha caixa de correio o boletim de propaganda enganosa só chegou hoje.)
6.1.07
O escândalo das petições
O agendamento de um "pacote" de 11 petições (subscritas por cerca de 80 0000 pessoas) para serem discutidas ontem no parlamento, e o limite de 25 minutos por grupo parlamentar para a discussão de cada uma delas, levou a que representantes das referidas petições manifestassem veementemente «o seu desagrado acusando o Parlamento de ser "a casa da mentira" e de "boicotar as iniciativas de cidadãos"», protesto esse que foi amplamente noticiado .
Para além do tempo insuficiente para uma digna discussão dos assuntos, também foi contestado o escandaloso atraso com que as petições chegam à Assembleia, como explicitou um dos peticionários: «A nossa presença aqui vem sublinhar o desagrado pela forma como a Assembleia da República não está a cumprir com a obrigação regimental de discutir uma petição 30 dias depois da sua apresentação». >
Não podia estar mais de acordo: é um escândalo! E a propósito recordo o que se passou com o caso do nosso Protesto relativo à intervenção urbanística no conjunto Av. dos Aliados/Praça da Liberdade, no Porto -Petição Nº 44/X/1 :
- admitida em 21 de Julho de 2005, foi alvo de discussão na Comissão de Educação, Ciência e Cultura;
- o relatório final foi enviado para o Parlamento em 29 de Novembro de 2005.
- A sua discussão no Parlamento teve lugar passado quase um ano após o início do processo, no dia 12 de Junho de 2006, depois da inauguração das "novas" Avenidas e Praça.
Aliás, sobre este mesmo aspecto chamou então a atenção o deputado António Pires de Lima do CDS-PP com as palavras que aqui se transcrevem: « - Sr. Presidente, Srs. Deputados: A primeira reflexão que gostaria de fazer a propósito deste protesto que deu origem à petição objecto de apreciação é sobre a eficácia das petições que entram na Assembleia da República. Esta petição entrou nesta Casa há um ano, hoje está a ser discutida, mas, nesta mesma semana, foram inauguradas as obras, depois de devidamente concluídas, que deram origem a este protesto. É preciso fazer uma reflexão sobre se, realmente, esta Assembleia da República pretende dar voz efectiva às petições populares que aqui surgem quando as discussões são feitas depois de os factos estarem consumados. (...) ([DAR I série Nº.134/X/1 2006.06.12 (pág. 6165 - 6166)] )»
(Ler as intervenções de João Semedo (BE) , Sérgio Vieira (PSD), Honório Novo (PCP), Heloísa Apolónia (PEV), Manuela de Melo (PS), in Petição Nº 44/X/1 - Protesto relativo à intervenção urbanística no conjunto Av. dos Aliados/Praça da Liberdade, no Porto )
Ver também: Resultado do envio das assinaturas para a Assembleia da República
31.12.06
Opinião # 45
(...)
Meus caros, desculpem-me a minha despudorada arrogância mas, não sendo arquitecto, posso garantir-vos que fazia da nossa Avenida da Liberdade um espaço mais digno do que aquele em que estes especialistas da urbanidade o transformaram.
Não devem brincar com as pessoas com a pretensa visão futurista das coisas só ao alcance dos génios. Se for vivo, daqui a dez ou vinte anos, continuarei a olhar para a Avenida dos Aliados, amargamente conformado, com os mesmos olhos de desencanto e frustração com que a olho hoje. Nada mudará! Estas obras de suposta remodelação pouco ou nada beneficiaram a cidade e o cidadão e jamais farão esquecer a anterior. O que acontece é que o tempo encarrega-se de diluir tudo, mesmo as barbaridades cometidas sobre o nosso património.
Será essa, não duvido, a arma falaciosa utilizada no futuro pelos defensores da actual remodelação quando, resignados pelo tempero dos anos, os portuenses, orgulhosos como são, até acabarem por dizer que até gostam da "nova" Avenida da Liberdade. É no factor tempo que todos os crimes encontram o melhor refúgio para se branquearem.
Apesar dos pesares,
Feliz Ano 2007
Rui Valente»
Ler post completo ( in A Baixa do Porto )
23.12.06
Rio dixit:
Rui Rio, 2003- citado por Manuel Correia Fernandes na sua crónica desta semana do Jornal de Notícias intitulada Alienação...
9.12.06
Opinião # 44: "A 'pedreira' do Porto"
Eu não tenho o dom de perdoar, mas mesmo que tivesse não lhes perdoava...»
Júlio Soares Pereira in Visão -Edição nº 718, 06 Dez 2006
5.12.06
Centro Histórico do Porto -Património Mundial
« Heritage is our legacy from the past, what we live with today, and what we pass on to future generations.» (in UNESCO/WHC ) A propósito dos 10 anos da Classificação do Centro Histórico do Porto -Património Mundial*
A zona abrangida pela Avenida dos Aliados/ Praça da Liberdade encontra-se dentro da área de protecção mas não dentro da área classificada (ver). Refira-se no entanto, e por curiosidade, que o relatório
do WHC 's Advisory Body Evaluation indicado no site Historic Centre of Oporto - UNESCO World Heritage Centre menciona "the 18th century Praça da Liberdade with its fine gardens" (?!).
*Links: AMP - Porto Património Mundial ; Patrimonio mundial (O Destino-Porto, CMP) ; Porto- Património Mundial (Portugal virtual); Porto Património Mundial (Porto em Fotografia -António Amen); Porto-Wikipédia
Nos media: Junho 2006- rtp ; Reportagen TSF ; n' O Primeiro de Janeiro ; no JN ; Dezembro 2006 (em construção)
Fotos: Verão e Inverno 2005 (clicar nas imagens para aumentar)28.11.06
ILEGALIDADE
Confirma-se assim a ilegalidade das obras realizadas na Avenida dos Aliados e na Praça da Liberdade, ou melhor dizendo, uma das ilegalidades.
24.11.06
19.11.06
Opinião # 43: "... portanto a questão é essa..."
«E já que estamos a falar de verde como vê a nova Praça Almeida Garrett e Avenida dos Aliados?
Os gostos são relativos. A verdade é que a obra é de dois grandes arquitectos portugueses. Siza Vieira é um nome conceituadíssimo mundialmente. Recentemente ouvi umas declarações, verdadeiramente inacreditáveis, acerca da obra, raiavam o inconcebível.
O arquitecto Siza Vieira é um grande nome português a nível mundial, e portanto a questão é essa.
A praça, quando foi apresentada, foi passível de exposições no sentido de comparar com as grandes praças europeias. Ao princípio também vi o granito um pouco escuro, acho que depois também alteraram um pouco a cor, mas vamos ver, com a nova plantação, quando o verde das árvores voltar…vamos ver como é que é. Ainda não está acabado. Não gosto de emitir opiniões apressadamente. Vamos ver como é que isto resulta.
Eu compreendo a questão da memória …, do verde que estava no centro, e tenho que interpretar bem a ideia dos cidadãos. Mas quando se faziam as concentrações na praça, aquilo ficava completamente destruído, mas isso seria o menos, agora há uma questão de dimensão.
Hoje vê-se a dimensão da praça…há prós e contras, vamos ver.»
no comments ...
Mais frases e outras opiniões
14.11.06
«Aliados encheram-se de flores»
Depois deste arranque, o evento será retomado com periodicidade mensal entre Março e Outubro: haverá flores nos Aliados oito dias em cada ano, em vez dos 365 a que a cidade se habituara. (...)» Por Paulo Araújo
Continuar a ler no Dias com árvores
13.11.06
Nos Jornais
A Nova Democracia vai apresentar uma acção judicial contra o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, no início desta semana, para pedir a reposição do aspecto anterior da Avenida dos Aliados.
"A Nova Democracia esteve reunida sábado e decidiu avançar no início da semana com uma acção judicial contra Rui Rio para exigir a reposição da Avenida dos Aliados", disse à agência Lusa Sandro Neves, membro da direcção daquele partido.
O partido considera que o presidente da Câmara do Porto "permitiu o esquartejamento de uma das mais emblemáticas avenidas" daquela cidade. "A avenida tinha uma calçada portuguesa única, que representava a produção e o transporte do vinho desde o Douro até ao Porto", afirmou.
A Nova Democracia classifica a requalificação da Avenida dos Aliados como uma "obra criminosa", que foi feita "por alguém que é claramente um inimigo do Porto".
No passado mês de Junho, o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, inaugurou a "nova" Avenida dos Aliados, um projecto dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura, que alterou radicalmente a principal praça da cidade.
A obra, que levou à substituição total dos canteiros e da calçada portuguesa que existiam nas três praças atravessadas pela Avenida dos Aliados por paralelepípedos de granito, foi alvo de meses de polémica no Porto.»
Notícia no Público , no Primeiro de Janeiro e no Jornal da Nova Democracia
NB: Na nossa acção judicial (que os jornais deveriam ter referido...) contra
- o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR)
- o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional (MAOTDR);
- o Município do Porto;
- e a Metro do Porto S.A.
nós não pedimos a reposição do aspecto anterior da Avenida dos Aliados "apenas" por respeito pela população (nomeadamente os nossos amigos comerciantes que nessa avenida têm instaladas as suas casas comerciais) pois sabemos o inferno por que passaram durante os largos anos em que a zona esteve transformada em estaleiro.
31.10.06
Opinião # 42: "...holiganismo cultural"
Eu sei que vocês são pessoas educadas e não falam mal, mas eu não sou assim e a verdade, falando como eu falo, sem polimento, bem, a verdade é que ele fodeu a Av. dos Aliados toda.
Agora é um mar de pedra cinzenta, rodeado de edifícios cinzentos. E porquê ? Porque é bonito ? Não !Porque sai mais barato conservar. Como se ainda houvesse manifestações que calcassem os jardins e a despesa fosse insuportável. Tirando, todos os anos, os festejos de mais um campeonato do F.C.P. nada disso existe mais.
Acredito que fosse necessário modificar mas isto é holiganismo cultural.
Devolvam-me a minha Avenida !
As fotos não são minhas, mostram o antes e, imediatamente a seguir, o depois das obras .»
Contador De Viagens aqui (ver slide show de antes e depois)
Mais frases e outras opiniões
Frases # 38
Dragonis aqui (onde também se pode ver um slide show com imagens da avenida antes da destruição.)
Mais frases e outras opiniões
30.10.06
Porto -Esquinas do tempo
Foto e texto publicados n' A Baixa do Porto:
«Foi com grande surpresa que tive a oportunidade de ler uma referência feita por Francisco Oliveira, ao Grupo IF e à exposição que realizou, já nos longínquos anos 80, ESQUINAS DO TEMPO.
Fui um dos autores dessa exposição e é bom verificar que, apesar dos anos que passaram, ainda o catálogo tem uma finalidade importante e muita actualidade! Já nessa época, e é bem visível na fotografia "recente", a agora designada Praça Humberto Delgado, que não sofreu qualquer intervenção na recente destruição que foi executada, era qualquer coisa que tinha vindo substituir um interessante desenho de pavimento.
A propósito das recentes destruíções levadas a cabo, é de lamentar que o(s) autor(es), não se tivessem lembrado da existência da Fonte da Natividade, que se localizava no sub-solo na zona sul/poente da Praça da Liberdade, e de que ainda existem elementos, dispersos pelos jardins do Palácio de Cristal; assim como a existência de um projecto de um monumento a Humberto Delgado, e que era bem mais interessante do que o "tanque/bebedouro" para gado que fizeram sensivelmente no mesmo local destinado à Homenagem ao Humberto Delgado que, se a memória não me atraiçoa, era da autoria do Arqtº. Pulido Valente e do Esc. José Rodrigues.»
Manuel Magalhães, arqtº.
22.9.06
Opinião # 41
O provincianismo vai para a forma como a avenida dos Aliados foi deixada; os antigos jardins deram lugar a um áspero chão de cimento. A praça maior da cidade - muito mais bonita do que as praças principais de muitas cidades espanholas e tão ou mais bonita que a festejada praça de Venceslau em Praga - está triste. Infelizmente, o movimento cívico não impediu a vontade do presente poder político da cidade em tornar feia uma coisa bonita e alegre.»
Rogério Santos in Indústrias Culturais
18.9.06
2.8.06
"Inverdades"

No último número da Porto Sempre, revista de propaganda da Câmara Municipal do Porto, continuam a afirmar-se "inverdades" sobre as obras de "requalificação" da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade.
Na página 9 da referida revista afirma-se: « (...) A intervenção, em grande parte condicionada pela construção da estação subterrânea do Metro (...) implicou uma profunda reformulação à superfície. Optou-se pelo alargamento dos passeios em 6 metros de cada lado e a consequente redução da placa central en cerca de oito, o que confere aos Aliados um impacte visual mais homogéneo e moderno, "rasgado" desde a Praça General Humberto Delgado até às Cardosas, segundo um conceito de avenida única e não fragmentada nas suas tradicionais unidades: Praça Humberto Delgado, Aliados e Praça da Liberdade.(...)».
Que placa central? Há duas placas centrais. E não é verdade que se tenha verificado um estreitamento da placa central inferior dos Aliados onde se encontram as estátuas dos Meninos e da Menina Nua ("Abundância " e "Juventude", ambas da autoria de Henrique Moreira).
A largura desta placa mantem-se inalterada como qualquer pessoa pode verificar no local e pelas fotografias.
"ACABOU. Já não há jardins!" -(25.11.05)
26.7.06
Simplex e rapidex
- 13 de Setembro - a 8ª Comissão faz a audição dos peticionários,
- 20 de Setembro -a mesma comissão aprovou por unanimidade o Relatório Intercalar;
- 11 de Outubro -foram ouvidos os responsáveis do IPPAR e da Metro do Porto, S.A.;
- 15 de Novembro -recebeu as respostas da CMP, assinadas pelo seu Presidente
- 18 de Novembro -foi elaborado o Relatório Final.
Neste relatório final concluía-se que a petição preenchia os requisitos para ser apresentada ao Plenário e que como havia «"coisas pouco claras" no processo que conduziu à aprovação do projecto dos arquitectos Siza Vieira e Souto Moura» (como reportou o JN) o assunto ia ser comunicado à Inspecção-Geral da Administração do Território para que esta, no quadro das suas atribuições e competências pudesse "analisar os procedimentos utilizados e tomar as providências que considerar adequadas".
Entretanto, graças a um documento oficial- datado de 5 de Julho e assinado pelo deputado António José Seguro presidente da referida Comissão Parlamentar- acompanhado por cópias de documentos da IGAT e ofícios emanados dos Gabinetes do Secretário de Estado Adjunto e da Admnistração Local e do Ministro dos Assuntos Parlamentares, ficamos agora ao par de pelo menos alguns dos passos burocráticos que se seguiram, nomeadamente:
- 20 de Fevereiro 2006 - documento da IGAT relativo ao processo nº 131.2000- 2/2006, de que se transcreve os seguintes pontos: «1- Por ofício do Gabinete de Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto e da Adninstração Local, entrado e registado nestes serviços em 16. 2. 06, sob o ofício nº 1331, é transmititida à IGAT, para efeitos tidos por convenientes, fotocópia do ofício nº702-MAP, de 6.2.06, com anexos do Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares. .... 2- Da análise dos documentos enviados, nomeadamente do Relatório Final elaborado pela Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, retira-se numa perspectiva tutelar e em síntese, o seguinte (...) .....3- Nos processos administrativos da IGAT nada consta sobre a matéria em questão. Parece-nos, no entanto, inteiramente redundante proceder às habituais diligências instrutórias, dado a tramitação precedentemente referida, a relevância de que esta se reveste (vd. artº 181º da CRP) e os resultados a que chegou, devendo a IAGAT (...), proceder de imediato à intervenção que lhe é solicitada no âmbito da competência que lhe é conferida por lei (...)»
- 23 de Fevereiro - documento da IGAT endereçado à Subinspectora Geral e assinado "P'a Chefe da Secção de Processos" sugerindo a «realização de um inquérito(...) »
- 02 de Março 2006- Despacho do Inspector Geral da IGAT -recomendando que «se proceda à realização de um inquérito urgente à Câmara Municipal do Porto, para verificação dos actos e contractos em causa. à consideração de Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local.»
- 8 de Março de 2006- Ofício emanado da IGAT (em resposta a comunicação de 6 de Fevereiro) endereçado ao Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Admnistração Local acompanhado de cópia de despacho anterior.
- 15 de Março - Ofício (nº 758) do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Admnistração Local (com carimbo de urgente) endereçado à Chefe do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares dando conhecimento do anterior.
- 16 de Maio- Ofício do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares endereçado ao Presidente da 8ª Comissão com cópia do ofício anterior e anexos.
- 9 de Junho- Novo documento oficial, aditamento ao ofício (nº 758) de 15 de Março, comunicando «ter sido exarado o seguinte despacho: "Concordo. Proceda-se com urgência à realização do inquérito proposto pelo Sr. Inspector- Geral. 10-3-2006 /Ass.: Eduardo Cabrita"».
- 5 de Julho - o já referido ofício do Presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura.
( a arquivar em- Resultado do envio das assinaturas para a Assembleia da República )
20.7.06
Opinião # 40- "A alma da Invicta"
« (...)
Esta é uma verificação, porventura cruel, para um portuense nascido e criado no Monte da Lapa, que, no regresso ao Burgo, encontra o panorama que há longos anos foi sendo construído numa cidade onde as políticas de reabilitação urbana (física, social e económica) foram sendo proteladas. Ou, quando não, desvirtuadas, como também faz notar a continuação do depoimento "Então aquela Praça dos Leões, insípida, impessoal, onde o verde do jardim deu lugar ao cinzento cada vez mais par









